A pergunta certa não é "qual é mais barato"
Quem começa comparando mensalidade escolhe errado com frequência. As quatro opções que existem no mercado entregam coisas diferentes, e a mais barata só é vantagem se ela cobrir o que o seu negócio precisa hoje.
Antes de olhar preço, responda duas perguntas. Qual o volume de trabalho de verdade? Uma empresa que roda duas campanhas locais tem uma realidade completamente diferente de outra que gerencia dez linhas de produto em várias praças. E quem vai supervisionar tecnicamente? Essa é a que quase ninguém faz, e é a que mais decide.
Os quatro modelos e o que cada um custa
Você mesmo
R$ 0 de honorário
Custo aparente zero, custo real pago em verba de mídia enquanto você aprende. Faz sentido com orçamento pequeno e tempo disponível para estudar. Deixa de fazer sentido no dia em que o desperdício mensal fica maior que o preço de contratar alguém.
Freelancer ou autônomo
R$ 500 a R$ 1.500/mês
Cuida da campanha, e normalmente só dela. Página de destino, rastreamento e análise costumam ficar de fora ou custar à parte. Bom quando você já tem site que converte e só precisa de quem opere os anúncios.
Agência para pequenas e médias empresas
R$ 1.500 a R$ 3.500/mês
Escopo mais largo: campanha, página, rastreamento instalado, relatório e reunião de análise. Substitui várias contratações por um contrato só, e não gera vínculo trabalhista.
Gestor interno em regime CLT
R$ 2.500 a R$ 10.000 de salário
Júnior costuma ficar entre R$ 2.500 e R$ 4.000, sênior entre R$ 6.000 e R$ 10.000. Só que salário não é custo. A conta real vem no próximo tópico.
O custo real do gestor interno
Aqui está o erro de conta mais comum de quem cogita montar time próprio. No Brasil, entre encargos, férias, décimo terceiro e FGTS, o custo de um funcionário costuma ficar de 70% a 80% acima do salário.
Traduzindo: um analista júnior com salário de R$ 3.000 custa perto de R$ 5.200 por mês para a empresa. E ainda faltam itens que ninguém soma na hora da decisão:
- Computador, cadeira e o espaço que essa pessoa ocupa
- Ferramentas pagas de análise, espionagem de concorrente e criação
- Cursos e certificações, porque a plataforma muda toda hora
- Férias e afastamentos, período em que as campanhas ficam sem dono
- O risco de rescisão, que é custo real mesmo que você não pense nele hoje
Comparando com honestidade: R$ 5.200 por mês de um júnior contra R$ 1.500 a R$ 3.500 de uma agência com equipe. Para a maioria das pequenas e médias empresas, o time interno só passa a compensar quando o volume justifica dedicação exclusiva de alguém oito horas por dia.
⚠️ O problema invisível do modelo interno: se não existe ninguém na empresa capaz de avaliar tecnicamente esse profissional, você contratou alguém que ninguém consegue supervisionar. O erro só aparece meses depois, na forma de verba gasta sem retorno.
Quatro perguntas que decidem por você
1. Quanto você investe em mídia por mês?
Abaixo de R$ 1.000, o mais sensato costuma ser aprender por conta própria ou começar com um profissional autônomo. Entre R$ 1.000 e R$ 10.000, a agência tende a ser o melhor custo-benefício. Acima disso, o time interno começa a entrar na conversa.
2. Você tem site que converte?
Se não tem, contratar apenas quem opera campanha resolve metade do problema, e a metade que não vende. Anúncio bom levando para página ruim é dinheiro queimado, como explicamos em site e tráfego pago na mesma agência.
3. Quem vai cobrar resultado?
Alguém precisa olhar o relatório e saber se está bom. Se ninguém na empresa sabe, escolha o modelo que já entrega a análise mastigada, com custo por contato e origem de cada cliente, em vez do que apenas executa.
4. O trabalho é constante ou por temporada?
Negócio sazonal, que anuncia forte em alguns meses e desliga em outros, tem dificuldade em justificar salário fixo o ano inteiro. Contrato é mais fácil de ajustar que folha de pagamento.
Um exemplo com números
Para sair do abstrato, imagine uma empresa que investe R$ 2.000 por mês em mídia e quer gerar contatos pelo WhatsApp. Veja o que cada modelo custa e o que entrega:
- Fazendo você mesmo: R$ 2.000 de custo total. Só que nos primeiros meses é comum desperdiçar de 30% a 50% da verba aprendendo o que não funciona, o que significa de R$ 600 a R$ 1.000 por mês jogados fora enquanto você estuda.
- Com freelancer: cerca de R$ 3.000 no total, sendo R$ 1.000 de honorário. A campanha fica em boas mãos, mas se o site não converter, ninguém vai mexer nele, e o teto do resultado continua o mesmo.
- Com agência: cerca de R$ 3.500 a R$ 5.500 no total. Além da campanha, entram a página de destino, o rastreamento e a análise mensal. É o modelo em que o custo por contato tende a cair mais rápido, porque alguém está olhando o funil inteiro e não só o anúncio.
- Com gestor CLT júnior: cerca de R$ 7.200 no total, somando os R$ 5.200 de custo real do funcionário. Nesse volume de mídia, você está pagando mais pelo profissional do que pelos anúncios, o que dificilmente se justifica.
Repare no que a conta revela: com R$ 2.000 de mídia, o gestor interno consome mais do que o dobro do que é investido em anúncio. A relação só começa a se inverter quando a verba mensal passa de R$ 10.000, porque aí o salário fixo se dilui e a dedicação exclusiva passa a render.
E existe um detalhe que a planilha não mostra: no modelo interno, férias, saída ou demissão deixam as campanhas sem dono, e campanha sem dono continua gastando. Com contrato, essa continuidade é obrigação de quem você contratou.
O erro mais caro: escolher pelo menor preço
O mercado brasileiro de tráfego pago tem variação de qualidade enorme, de profissional certificado com histórico comprovado a quem fez um curso de quatro horas e abriu conta no dia seguinte. De fora, sem saber o que perguntar, os dois parecem iguais e um custa metade.
A diferença aparece na verba de mídia. Economizar R$ 800 por mês em honorário e desperdiçar R$ 2.000 em cliques errados é um péssimo negócio, mesmo que a planilha de custos fixos fique mais bonita. Antes de fechar com qualquer modelo, vale ler o que exigir antes de assinar contrato.
Existe um caminho do meio
Muita empresa acerta combinando os modelos ao longo do tempo. Começa com uma agência, que instala a estrutura, o site, o rastreamento e as primeiras campanhas. Quando o volume cresce e alguém interno já entende os números, traz parte da operação para dentro e mantém a agência no que exige especialização.
Isso funciona porque a fase mais difícil, que é montar a estrutura de medição do zero, acontece com quem já fez isso muitas vezes. E quando a operação interna começa, ela começa em cima de algo que já funciona, e não numa página em branco.
💡 Na ESTRATEVI: a gestão de tráfego pago começa em R$ 1.500 por mês, com taxa fixa, e inclui rastreamento instalado e reunião mensal de resultados. As contas de anúncio ficam no CNPJ do cliente, então se um dia a operação for para dentro de casa, o histórico vai junto. Conheça a gestão de tráfego pago.