CONTRATAÇÃO · MODELOS · CUSTO REAL

Agência, Freelancer ou Gestor Interno: Qual Contratar?

Quatro modelos, quatro faixas de preço e uma conta que quase ninguém faz direito: o custo real de ter alguém dentro de casa.

Guilherme Teixeira·4 Ago 2026·8 min de leitura

A pergunta certa não é "qual é mais barato"

Quem começa comparando mensalidade escolhe errado com frequência. As quatro opções que existem no mercado entregam coisas diferentes, e a mais barata só é vantagem se ela cobrir o que o seu negócio precisa hoje.

Antes de olhar preço, responda duas perguntas. Qual o volume de trabalho de verdade? Uma empresa que roda duas campanhas locais tem uma realidade completamente diferente de outra que gerencia dez linhas de produto em várias praças. E quem vai supervisionar tecnicamente? Essa é a que quase ninguém faz, e é a que mais decide.

Os quatro modelos e o que cada um custa

Você mesmo

R$ 0 de honorário

Custo aparente zero, custo real pago em verba de mídia enquanto você aprende. Faz sentido com orçamento pequeno e tempo disponível para estudar. Deixa de fazer sentido no dia em que o desperdício mensal fica maior que o preço de contratar alguém.

Freelancer ou autônomo

R$ 500 a R$ 1.500/mês

Cuida da campanha, e normalmente só dela. Página de destino, rastreamento e análise costumam ficar de fora ou custar à parte. Bom quando você já tem site que converte e só precisa de quem opere os anúncios.

Agência para pequenas e médias empresas

R$ 1.500 a R$ 3.500/mês

Escopo mais largo: campanha, página, rastreamento instalado, relatório e reunião de análise. Substitui várias contratações por um contrato só, e não gera vínculo trabalhista.

Gestor interno em regime CLT

R$ 2.500 a R$ 10.000 de salário

Júnior costuma ficar entre R$ 2.500 e R$ 4.000, sênior entre R$ 6.000 e R$ 10.000. Só que salário não é custo. A conta real vem no próximo tópico.

O custo real do gestor interno

Aqui está o erro de conta mais comum de quem cogita montar time próprio. No Brasil, entre encargos, férias, décimo terceiro e FGTS, o custo de um funcionário costuma ficar de 70% a 80% acima do salário.

Traduzindo: um analista júnior com salário de R$ 3.000 custa perto de R$ 5.200 por mês para a empresa. E ainda faltam itens que ninguém soma na hora da decisão:

Comparando com honestidade: R$ 5.200 por mês de um júnior contra R$ 1.500 a R$ 3.500 de uma agência com equipe. Para a maioria das pequenas e médias empresas, o time interno só passa a compensar quando o volume justifica dedicação exclusiva de alguém oito horas por dia.

⚠️ O problema invisível do modelo interno: se não existe ninguém na empresa capaz de avaliar tecnicamente esse profissional, você contratou alguém que ninguém consegue supervisionar. O erro só aparece meses depois, na forma de verba gasta sem retorno.

Quatro perguntas que decidem por você

1. Quanto você investe em mídia por mês?

Abaixo de R$ 1.000, o mais sensato costuma ser aprender por conta própria ou começar com um profissional autônomo. Entre R$ 1.000 e R$ 10.000, a agência tende a ser o melhor custo-benefício. Acima disso, o time interno começa a entrar na conversa.

2. Você tem site que converte?

Se não tem, contratar apenas quem opera campanha resolve metade do problema, e a metade que não vende. Anúncio bom levando para página ruim é dinheiro queimado, como explicamos em site e tráfego pago na mesma agência.

3. Quem vai cobrar resultado?

Alguém precisa olhar o relatório e saber se está bom. Se ninguém na empresa sabe, escolha o modelo que já entrega a análise mastigada, com custo por contato e origem de cada cliente, em vez do que apenas executa.

4. O trabalho é constante ou por temporada?

Negócio sazonal, que anuncia forte em alguns meses e desliga em outros, tem dificuldade em justificar salário fixo o ano inteiro. Contrato é mais fácil de ajustar que folha de pagamento.

Um exemplo com números

Para sair do abstrato, imagine uma empresa que investe R$ 2.000 por mês em mídia e quer gerar contatos pelo WhatsApp. Veja o que cada modelo custa e o que entrega:

Repare no que a conta revela: com R$ 2.000 de mídia, o gestor interno consome mais do que o dobro do que é investido em anúncio. A relação só começa a se inverter quando a verba mensal passa de R$ 10.000, porque aí o salário fixo se dilui e a dedicação exclusiva passa a render.

E existe um detalhe que a planilha não mostra: no modelo interno, férias, saída ou demissão deixam as campanhas sem dono, e campanha sem dono continua gastando. Com contrato, essa continuidade é obrigação de quem você contratou.

O erro mais caro: escolher pelo menor preço

O mercado brasileiro de tráfego pago tem variação de qualidade enorme, de profissional certificado com histórico comprovado a quem fez um curso de quatro horas e abriu conta no dia seguinte. De fora, sem saber o que perguntar, os dois parecem iguais e um custa metade.

A diferença aparece na verba de mídia. Economizar R$ 800 por mês em honorário e desperdiçar R$ 2.000 em cliques errados é um péssimo negócio, mesmo que a planilha de custos fixos fique mais bonita. Antes de fechar com qualquer modelo, vale ler o que exigir antes de assinar contrato.

Existe um caminho do meio

Muita empresa acerta combinando os modelos ao longo do tempo. Começa com uma agência, que instala a estrutura, o site, o rastreamento e as primeiras campanhas. Quando o volume cresce e alguém interno já entende os números, traz parte da operação para dentro e mantém a agência no que exige especialização.

Isso funciona porque a fase mais difícil, que é montar a estrutura de medição do zero, acontece com quem já fez isso muitas vezes. E quando a operação interna começa, ela começa em cima de algo que já funciona, e não numa página em branco.

💡 Na ESTRATEVI: a gestão de tráfego pago começa em R$ 1.500 por mês, com taxa fixa, e inclui rastreamento instalado e reunião mensal de resultados. As contas de anúncio ficam no CNPJ do cliente, então se um dia a operação for para dentro de casa, o histórico vai junto. Conheça a gestão de tráfego pago.

DÚVIDAS FREQUENTES

Quanto custa contratar um gestor de tráfego CLT?

Salário de R$ 2.500 a R$ 4.000 para júnior e de R$ 6.000 a R$ 10.000 para sênior. Mas o custo real fica de 70% a 80% acima do salário com encargos, férias, décimo terceiro e FGTS. Um júnior de R$ 3.000 custa perto de R$ 5.200 por mês, sem contar equipamento e ferramentas.

Freelancer é mais barato que agência?

Sim: R$ 500 a R$ 1.500 contra R$ 1.500 a R$ 3.500. A diferença não é margem, é escopo. Freelancer normalmente cuida da campanha, enquanto agência costuma entregar também página, rastreamento, relatório e análise. Compare o que está incluído, não o número final.

Quando vale a pena contratar alguém interno?

Quando o volume justifica dedicação exclusiva e existe alguém capaz de avaliar tecnicamente esse profissional. Sem a segunda condição, você contrata quem ninguém consegue supervisionar e descobre o problema meses depois.

Posso gerenciar meus próprios anúncios?

Pode, e com orçamento pequeno às vezes é o mais sensato. O ponto é o custo do aprendizado, que é pago em verba de mídia. Deixa de fazer sentido quando o dinheiro perdido por mês passa a ser maior que o custo de contratar alguém.

PRÓXIMO PASSO

Qual modelo faz sentido para o seu porte?

Me conta seu volume de investimento e como está sua operação hoje. Se o melhor caminho for outro que não a agência, eu falo isso na cara.

Quero saber qual modelo me serve